Sentimento ingrato,
intruso e ao mesmo tempo
viciante.
O mais lindo mesmo sem ter face,
o mais intenso, sendo ele curto ou para sempre.
Quem o sente não sabe se é
uma dádiva ou castigo.
Se souber vive-lo se torna uma grande dádiva
mas, quem é capaz de dominar este sentimento?
Não se vê, não se mede
e mesmo assim não se esquece.
Todos querem ,poucos tem
e uns não querem ter, mas por azar
ou sorte (pois traiçoeiro ele é) o possui.
Quem sou eu para descreve-lo?
mas ao mesmo tempo quem melhor
para descreve-lo do que eu mesma.
Amo, e muito!
e como não se vê, não se mede, e não pode
ser sentido por aqueles que não o possuem,
eu sim posso descreve-lo.
Que sinto, vejo, só não meço o amor que sinto.
Karoline Teixeira
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